Portugal é o país da UE com menos problemas nas compras online.

Portugal foi o país da União Europeia onde menos consumidores reportaram problemas nas compras online em 2025. Segundo a Eurostat, apenas 4,5% dos compradores digitais portugueses disseram ter enfrentado dificuldades ao comprar através de websites ou apps, um valor muito abaixo da média europeia, fixada em 35,4%. O dado coloca Portugal em destaque positivo no comércio eletrónico europeu e oferece um sinal relevante para quem acompanha a evolução da confiança nas compras online. (European Commission).

Pessoas que encontraram problemas nas compras online, 2025

Percentagem de indivíduos que compraram online nos últimos 3 meses.

Portugal surge com 4,5%, o valor mais baixo entre os países da UE destacados no gráfico.

Fonte: Eurostat, 2026.

A notícia é particularmente importante porque mostra que, num contexto europeu ainda marcado por fricções na experiência de compra, o mercado português surge como uma exceção. Enquanto em Portugal a incidência de problemas foi residual, em outros países os valores foram muito mais elevados, como em Malta (64,0%), Países Baixos (57,9%) e Luxemburgo (51,4%). Depois de Portugal, os países com menor percentagem de consumidores a reportar dificuldades foram a Grécia (10,6%) e a Letónia (13,3%).

Para as lojas online portuguesas, este resultado tem uma leitura direta: Portugal aparece, neste indicador, como um mercado onde a experiência de compra online parece mais estável, mais previsível e, pelo menos do ponto de vista do consumidor, menos problemática. Isto pode reforçar a confiança no e-commerce nacional e funcionar como argumento competitivo, sobretudo num momento em que a experiência do cliente pesa cada vez mais na retenção e na recompra. Esta interpretação resulta dos dados divulgados pela Eurostat e da posição relativa de Portugal no conjunto da UE.

O que está a falhar no e-commerce europeu

A Eurostat indica que mais de um terço dos consumidores online da União Europeia deparou-se com problemas nas compras digitais em 2025. O principal problema não foi o preço, nem o pagamento, nem sequer a confiança inicial no canal. O problema mais frequente foi a entrega mais lenta do que o esperado, reportada por 19,9% dos compradores.

Em segundo lugar surge a dificuldade de utilização do website ou o seu funcionamento insatisfatório, mencionada por 11,5% dos consumidores. Em terceiro lugar surgiram os bens ou serviços errados ou danificados, com 10,4%. Estes dados mostram que a fragilidade do e-commerce europeu continua a estar muito ligada à execução operacional e à experiência real do utilizador, mais do que à mera capacidade de vender.

Porque é que este resultado favorece Portugal

O facto de Portugal surgir com o valor mais baixo entre os países destacados pela Eurostat merece atenção especial. Numa altura em que os consumidores valorizam rapidez, previsibilidade e simplicidade, aparecer como o país com menor incidência de problemas é um sinal positivo para a imagem do e-commerce nacional.

Isso não significa, claro, que todas as lojas online portuguesas estejam a oferecer experiências exemplares, nem que o mercado esteja isento de falhas. Significa apenas que, neste indicador concreto, Portugal ficou numa posição muito favorável face aos restantes países da União Europeia. E esse dado pode e deve ser lido como uma vantagem reputacional.

O que estes números ensinam às lojas online

A leitura mais inteligente deste estudo não é apenas estatística. É estratégica. Se a maior parte dos problemas na Europa está relacionada com atrasos de entrega, falhas de usabilidade e erros ou danos nos produtos, então as lojas online devem perceber que o verdadeiro diferencial competitivo não está apenas no marketing ou na aquisição de tráfego. Está, acima de tudo, na capacidade de executar bem.

Uma loja online pode investir em publicidade, SEO, campanhas promocionais e redes sociais. Mas, se falhar no prazo de entrega, se o website for difícil de usar ou se a encomenda chegar errada, a experiência global degrada-se. E quando isso acontece, o custo vai muito além da reclamação: afeta a confiança, reduz a probabilidade de recompra e pode comprometer avaliações futuras.

O que deve fazer um e-commerce português

Para as marcas portuguesas, o estudo da Eurostat serve tanto de validação como de alerta. Validação, porque Portugal aparece bem posicionado. Alerta, porque esse bom desempenho só se mantém se houver disciplina operacional.

Na prática, isso significa trabalhar melhor a integração com transportadoras, comunicar prazos com mais rigor, rever a experiência mobile, simplificar o checkout, reforçar o controlo de qualidade na preparação de encomendas e monitorizar os principais pontos de fricção do cliente. O estudo não entra neste detalhe operacional, mas os problemas identificados pela Eurostat apontam claramente para estas áreas.

Metodologia do estudo

A Eurostat esclarece que “online shoppers” corresponde a pessoas entre os 16 e os 74 anos que compraram algo online nos 3 meses anteriores ao inquérito. Os dados resultam de um inquérito de 2025 sobre a utilização das tecnologias de informação e comunicação.

Não basta vender. É preciso entregar bem, comunicar melhor e reduzir fricções em toda a experiência.

A principal conclusão deste estudo é que Portugal foi o país da União Europeia com menos consumidores a reportar problemas nas compras online em 2025. Esse dado deve ser valorizado. Mas a leitura mais ampla também é evidente: o e-commerce europeu continua a enfrentar falhas importantes, sobretudo na entrega, na usabilidade e na conformidade das encomendas.

Para quem trabalha em comércio eletrónico, a mensagem é clara. Não basta vender. É preciso entregar bem, comunicar melhor e reduzir fricções em toda a experiência. Portugal aparece bem no retrato europeu. Agora, o desafio está em manter essa posição.

5 Perguntas sobre o estudo

Portugal foi o país da UE com menos problemas nas compras online?

Sim. Segundo a Eurostat, Portugal registou 4,5% de consumidores a reportar problemas nas compras online em 2025, o valor mais baixo entre os países destacados.

Qual foi a média da União Europeia?

A média da União Europeia foi de 35,4% de consumidores online a reportar problemas ao comprar em websites ou apps em 2025.

Quais foram os países com mais problemas nas compras online?

Os valores mais elevados foram registados em Malta (64,0%), Países Baixos (57,9%) e Luxemburgo (51.4%).

Que problemas foram mais comuns no e-commerce europeu?

O problema mais frequente foi a entrega mais lenta do que o esperado (19,9%), seguido de websites difíceis de usar ou a funcionar mal (11,5%) e de bens ou serviços incorretos ou danificados (10,4%).

O que significa “online shoppers” no estudo da Eurostat?

Refere-se a pessoas entre os 16 e os 74 anos que compraram algo online nos 3 meses anteriores ao inquérito.



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