Imagina-se a acordar de manhã e a perceber que o assistente de IA já pesquisou, comparou preços, leu avaliações e comprou o produto de que o utilizador precisava — tudo enquanto este dormia. Este cenário deixou de ser ficção científica. Chama-se Agentic Commerce e é considerado uma das maiores disrupções do comércio eletrónico para os próximos anos.
De acordo com a McKinsey, o mercado de agentic commerce poderá atingir entre 3 a 5 biliões de dólares a nível global até 2030. Segundo a Salesforce, esta tendência poderá gerar mais de 190 mil milhões de dólares em receitas de ecommerce só nos Estados Unidos.
O que é, exatamente?
O agentic commerce é o conceito de agentes de IA que pesquisam, comparam e compram produtos em nome do consumidor. Ao contrário dos chatbots tradicionais que respondem a perguntas, estes agentes tomam decisões e executam transações de forma autónoma, baseando-se nas preferências e no historial do utilizador.
O impacto para as lojas online
Para os proprietários de lojas online, esta tendência traz uma responsabilidade nova: otimizar para agentes de IA, não apenas para humanos. Da mesma forma que o SEO se adaptou aos motores de busca, o próximo passo é garantir que os produtos são “descobríveis” por agentes de IA. Dados estruturados, descrições claras e feedbacks positivos tornam-se ainda mais críticos.
O zero-click buying — onde o consumidor não precisa de interagir diretamente com a loja — já começa a ser uma realidade. As marcas que não se prepararem agora poderão perder quota de mercado para aquelas cujos produtos são mais fáceis de interpretar por agentes.
Dica prática: É fundamental garantir que a loja tem dados estruturados (schema.org), fichas de produto detalhadas com especificações claras e avaliações verificadas. São estes os sinais que os agentes de IA utilizam para tomar decisões de compra.











